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domingo, 10 de maio de 2009

Admito...

Quando eu era criança e brincava de mamãe e filhinha nem imaginava que hoje iria ser pega novamente com essa idéia de ser mãe. Ontem me peguei calculando os anos e a possibilidade de gerar um ser. Hoje tenho uma pessoa do meu lado que adora criança, que pensa em ficar junto comigo e constituir família, mas antes disso ainda tem muita água pra rolar!


São anos que precisam passar para algumas realizações se concretizarem. Tenho sonhos, porém, torná-los reais depende, antes de tudo, de estabilidade financeira o que requer realização profissional! É tudo junto, uma coisa depende da outra, então contei, dividi e planejei, mais ou menos na minha cabeça. Vão passar os 30, os 35... E quando vi, surpresa! O filho já estava lá para casa dos 50... Onde anda meu instinto materno?


Escrava de anti concepcionais, camisinhas, tabelinhas... Faço tudo para que nada fuja ao meu controle. Será que eu sou tão egoísta? Vivo me programando para viver tudo que sonhei, antes que venha um filho e me atrapalhe. Ou eu sou insegura e tenho medo de falhar, de não saber cuidar de um ser que vai depender tanto de mim, ou então medo de não ter o tempo e disponibilidade que sempre me foram devotados?


Quero ser mãe, mas tenho receio de não conseguir ser tão amiga como minha mãe, tão forte como a Sayo, tão independente como a Nega, ou tão cult como a Ananda. Quero ser parceira como a Paula, divertida como a Débora. Quero que meu filho tenha referências maravilhosas como as que eu sempre tive. Quero ser disponível como a tia Karla, e dedicada como a Irene foi. Sabe aquelas mães que fazem tudo, mas tudo mesmo por sua prole? Quero ser assim, esse pacote que misture todas as mães maravilhosas que eu conheço!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Erros...

Às vezes a vida me coloca frente a situações em que eu deveria parar e pensar mil vezes antes de tomar qualquer decisão... Fazer ou não alguma coisa sempre implica em alguma consequência, só que são pouquíssimas as vezes que eu paro pra pensar nelas. Principalmente quando estou magoada com alguma situação; é exatamente aí que tenho atitudes impulsivas e não penso em mais nada, apenas no meu bem estar momentâneo.

Eu sou assim, uma pessoa impulsiva, quase nunca penso no dia de amanhã, costumo sempre viver o hoje, o aqui e agora! E o que é pior, raras vezes penso que minhas atitudes influenciam nas atitudes futuras de outras pessoas, nos meus sentimentos e também no das pessoas que estão ao meu redor. Eu nunca me culpo por atitudes não pensadas e nem pesadas, e muito menos me preocupo se elas são imaturas. Na verdade acredito que todos os meus erros servem pra me fazer crescer, é nos erros que aprendo e mais que isso, é em cima de atitudes que me levam ao arrependimento que consigo enxergar soluções e buscar sempre meu desenvolvimento pessoal.

Sei reconhecer meus erros, assumi-los, e sei pedir desculpa. Não por achar que eu seja culpada de qualquer atitude impensada, mas por querer confortar os corações envolvidos. Mais ainda, mostrar que tenho plena consciência de que errei e estou buscando recomeçar, virar a página e tentar construir tudo outra vez. Não me envergonho pelos meus erros, pelo contrário, acho que vergonha é consequência de culpa, de quem se paralisa no erro e não procura solucioná-lo.

Erros sempre vão existir, em maior ou menor intensidade, mas se amo de verdade é melhor fechar os olhos pra certas imaturidades e seguir em frente... Pensar nas coisas boas de um relacionamento, pesar todos os erros que foram cometidos e superados. Às vezes não estou legal e uma atitude impulsiva de alguém me machuca mais do que o normal, e me faz pensar que tudo mudou.

Só que nada mudou, tudo está como sempre... O mesmo sorriso, a mesma vontade, a mesma saudade, a mesma felicidade em saber que tudo está bem... O mesmo cheiro, o mesmo sabor, o mesmo jeitinho bobo, a mesma cara de paixão, o mesmo calor no abraço, o mesmo abraço durante o sono... É tudo a mesma coisa, que não se pede, não se cobra e não se mede... Eu quero paz, quero amor, quero ser feliz...

Thabata do Bem

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Rotina...

Tenho um ligeiro trauma de relacionamentos... Principalmente quando meu parceiro mora a menos de 50 km de mim! Ter que dividir os dias, as festas, as alegrias e porque não as tristezas? Pior, ter que dividir o meu tempo com ele? Para mim é humanamente impossível!

Adoro carinho, chamego, atenção... Mas quando é demais sempre me sinto sufocada. Talvez por isso meus relacionamentos próximos tenham falido. Então agora aposto no namoro a distância. Uma semana divido tudo com ele, o tempo, espaço, corpo, pensamentos... E o resto do mês é só para mim e para quem eu achar viável.

Eu não sou egoísta, definitivamente não sou! Prova disso que já até dividi namorado. Mas me amedronta a idéia de cair na rotina, de DRs que nunca são ouvidas, pois a TV no canal de esportes, acompanhada de pipocas, peidos e arrotos não permitem. Eu odeio obrigação... Ter que encontrar, ter que dormir junto! Não, definitivamente, pra mim não rola nada que for muito metódico e rotineiro...

Quer ver? Faça uma experiência: um mês... Quatro paredes você e seu amor... Aí a gente vê que príncipe de filme água com açúcar e de preferência com o Ben Affleck , é uma produção única e exclusivamente ficcional ... A pia não fica cheia, a samba canção é sexy, não existe mau hálito, mau humor, não existe cueca suja... Ta eu sei que tudo isso faz parte das dores e delicias de viver um relacionamento, há até quem tenha prazer em viver isso tudo, mas eu não... Por favor, não quero viver de mentiras... Não é isso. É apenas a vontade de não viver as coisas que podem acabar com o encanto da situação.

Mas quer pior do que você está lá, na cama, louca de amor e tesão; o cara te come e simplesmente vira pro lado e dorme? A distância te da uma falsa impressão de primeiro olhar. E a saudade, vamos chamar assim, traz mais intensidade ao sexo. Talvez as pessoas tenham medo de relacionamento a distância porque distância remete a traição... Mas fecham os olhos para as traições que elas comentem com elas mesmas, de emoções e sentimentos.

No fundo acredito ter a ilusão que escapei da rotina. Quando na verdade caí em outra. Porque se a gente for parar para pensar tudo na vida é rotineiro até a busca por não se ter a rotina. Quando percebo que tenho que ir ao encontro dele, por mais prazeroso que seja, vem sempre na minha cabeça: “mais uma vez”. Sempre buscando planos que deixem a conta de celular mais barata, e no final estou vendo uma forma de estar mais perto, um emprego aí quem sabe...